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Suicídio segundo o espiritismo

Suicídio segundo o Espiritismo

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Por que as pessoas cometem suicídio?

 

As causas que conduzem uma pessoa ao suicídio são diversas, mas todas indicam desconhecimento de como funcionam a justiça e a misericórdia divinas. Materialismo, solidão, depressão, enfermidades incuráveis, violência, maus-tratos, abusos de todo tipo, pobreza extrema, fanatismo religioso, negligência e abandono familiar, perdas afetivas, alcoolismo, drogadição, distúrbios mentais, desesperança, obsessão de espíritos, estão entre as principais causas.

 

Tipos de suicídio

 

O suicídio pode ser classificado como: direto ou intencional e indireto.

 

O suicídio intencional resulta de um ato consciente, planejado e, às vezes, com riqueza de detalhes.

 

O suicídio indireto resulta de hábitos e comportamentos viciosos que lesam a saúde física ou psíquica, ou ambas, e abreviam a existência programada na Terra.

 

No suicídio intencional deve-se considerar não só a infração às Leis Divinas, mas também o ato de violência que se comete contra si mesmo, por meio da premeditação mais profunda, o que gera um remorso muito mais intenso quando o espírito desperta no plano espiritual.

 

Consequências espirituais

Atormentada de muita dor, a consciência desperta em terríveis níveis de sofrimento espiritual, suportando as más companhias de outros espíritos que atraiu para si própria, pelo tempo necessário para a sua renovação. Contudo, as consequências não causam somente o sofrimento no íntimo da consciência, mas há também os desequilíbrios provocados no corpo espiritual, com implicações inevitáveis para as próximas encarnações.

 

É assim que, após um determinado período de reeducação, os espíritos suicidas retornam ao plano carnal, com severas limitações físicas, que lhes reflete as penas e angústias na forma de doenças e deficiências.

 

Os que se envenenaram, de acordo com o tipo de tóxico que utilizaram, renascem trazendo problemas digestivos, doenças sanguíneas e disfunções hormonais, entre outros tantos males; os que incendiaram o próprio corpo, amargam doenças de pele; os que se asfixiaram, seja por afogamento ou por inalação de gás tóxico, trazem implicações nas vias respiratórias e doenças pulmonares crônicas; os que se enforcaram convivem com dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como paralisia cerebral; os que estilhaçaram a própria cabeça, experimentam deficiências mentais; e os que se jogaram de grandes alturas reencarnam portando disfunções musculares ou ósseas.

 

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as deficiências orgânicas, que correspondem a diversos problemas congênitos, inclusive falta de membros e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e as deficiências mentais, que servem como terapia providencial para a cura da alma.

 

Em paralelo a estes quadros de provação regenerativa, a medicina, por outro lado, em sua missão redentora, auxilia e recupera os enfermos de acordo com os créditos morais que reconquistaram e segundo o merecimento de cada um.

 

Cuidemos, pois, da nossa existência terrena como algo muito precioso, porque nossos corpos são sempre instrumentos divinos, para que neles aprendamos a crescer para a luz e a viver para o amor, perante a glória de Deus.

 

XAVIER, Francisco Cândido. Religião dos espíritos. Cap. 48.

 

Comentário de Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Questão 957

 

A observação mostra, realmente, que os efeitos do suicídio não são idênticos. Há, porém, os que são comuns a todos os casos de morte violenta e que resultam da interrupção brusca da vida. Isso se deve principalmente à persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, já que esse laço se encontra em todo seu vigor quando é rompido, enquanto na morte natural ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes mesmo que a vida se haja extinguido completamente. As consequências desse estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, sucedendo um período de ilusão em que o Espírito, durante mais ou menos tempo, julga ainda estar encarnado.

 

A afinidade que persiste entre o Espírito e o corpo produz, em alguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo sobre o Espírito, que assim sente os inevitáveis efeitos da decomposição, fazendo-o experimentar uma sensação cheia de angústias e de horror, estado que também pode persistir pelo tempo que devia durar a vida que foi interrompida. Esse efeito não é geral, mas, em caso algum, o suicida se livra das consequências da sua falta de coragem e, mais cedo ou mais tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. É assim que certos Espíritos, que haviam sido muito infelizes na Terra, disseram ter-se suicidado na existência anterior e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, lhes é impedido. Na maior parte deles, é o pesar de haver feito uma coisa inútil, que só redundou em decepções.

 

A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às Leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Mas por que não se tem esse direito? Por que o homem não é livre para pôr termo aos seus sofrimentos? Estava reservado ao Espiritismo demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta apenas por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas um ato agravante, pois quem o pratica além de não se ver livre dos seus sofrimentos ainda acumula outros mais. O Espiritismo nos ensina isso não só na teoria, mas pelos fatos que os espíritos testemunham.

 

Leia mais em KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. V. item 16.

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