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Allan Kardec

Desmistificando o Espiritismo

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O Espiritismo, doutrina filosófica e religiosa fundamentada nos ensinamentos dados pelos espíritos superiores a Allan Kardec, oferece uma visão profunda e abrangente sobre a vida, a morte e o propósito da existência humana. Baseado na crença na imortalidade da alma e na comunicação com os espíritos, o Espiritismo propõe uma compreensão holística do universo e da nossa relação com ele. Neste contexto, diversos princípios norteiam a compreensão espírita sobre temas como a reencarnação, a lei de causa e efeito, a existência de Deus e a moralidade, proporcionando uma perspectiva única e esclarecedora sobre a natureza da vida e do ser humano, como vemos a seguir:

  • Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
  • Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espiritual, isto é, dos espíritos.
  • O mundo espiritual é o mundo normal, originário, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário, poderia deixar de existir ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espiritual.
  • Os espíritos se utilizam temporariamente de um revestimento material perecível, cuja destruição pela morte restitui a sua liberdade.
  • Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e intelectual sobre as outras.
  • A alma é um espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório material.
  • Existem três componentes no ser humano encarnado:
    1º- O corpo ou ser material, semelhante aos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
    2º- A alma ou ser imaterial, o espírito encarnado no corpo;
    3º- O laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o espírito.
  • Os espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem, são os anjos ou espíritos puros. Os das outras classes se encontram cada vez mais distanciados dessa perfeição e os das categorias inferiores, na sua maioria, mostrando-se repletos de paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc. Comprazem-se no mal. Há também, entre os inferiores, os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais perturbadores e maledicentes do que perversos. A malícia e as inconsequências parecem ser o que predomina neles. São os espíritos zombeteiros ou levianos.
  • Os espíritos não ocupam a mesma categoria eternamente. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espiritual. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como punição e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem sofrer repetidamente até que tenham atingido a absoluta perfeição moral.
  • Deixando o corpo, a alma volta ao mundo espiritual, de onde veio, a fim de aguardar por nova existência material, após um período de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de espírito desprendido ou errante.
  • Tendo que passar por muitas encarnações, todos nós tivemos muitas existências e teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, na Terra ou em outros mundos.
  • A encarnação dos espíritos acontece sempre na espécie humana. Seria um engano acreditar que a alma ou espírito possa encarnar no corpo de um animal.
  • As diferentes existências corpóreas do espírito são sempre progressivas e nunca regressivas, mas a rapidez do seu progresso depende dos esforços que empreende para chegar à perfeição.
  • As qualidades da alma são as do espírito que está encarnado em nós, assim, a pessoa de bem é a encarnação de um bom espírito, e a perversa, a de um espírito impuro.
  • A alma possui sua individualidade antes de encarnar e a conserva depois de separar-se do corpo. No seu regresso ao mundo espiritual, encontra todos aqueles que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores se  desenham em sua memória, com a lembrança de todo bem e de todo mal que tenha feito.
  • O espírito encarnado se encontra sob a influência da matéria. O indivíduo que vence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons espíritos, em cuja companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
  • Os espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.
  • Os espíritos desencarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e interagindo conosco. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós.
  • Os espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e até mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente de uma grande quantidade de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados, que não encontram explicação racional senão no Espiritismo.
  • As relações dos espíritos com as pessoas são constantes. Os bons espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos levam para o mal, é um prazer para eles nos verem falhar e nos assemelharem a eles.
  • As comunicações dos espíritos com os encarnados podem ser ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, sem o nosso consentimento. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumentos.
  • Os espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante chamamentos.
  • Os espíritos são atraídos pela simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os chama. Os espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero de se instruírem e se melhorarem por parte dos que as compõem. A presença deles afasta os espíritos inferiores que, por outro lado, encontram livre acesso e podem atuar com toda a liberdade entre pessoas levianas ou impelidas somente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de obterem bons conselhos ou informações úteis, só devem esperar deles futilidades, mentiras, brincadeiras de mau gosto ou mistificações, porque muitas vezes utilizam nomes venerados a fim de induzirem melhor ao erro.Este é o resumo da linda Doutrina Espírita, resultado dos ensinamentos dados pelos espíritos superiores.

 

Vide o capítulo de Introdução de O Livro dos Espíritos de Allan Kardec.

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